Dicas Respiração de Alta Performance

abril 26, 2017 em Boa Forma, Técnicas Corporais

energiaAlém das 3 técnicas que ensinei no último post, só precisa aprimorar a tua respiração com as 2 dicas e o exercício respiratório que vou explicar.

As 2 dicas: 

  1. Sinta mais o toque do ar nas tuas narinas;
  2. A entrada do ar não acontece por uma força feita nas narinas. É a movimentação de músculos (abdominais, intercostais e toráxicos) que faz o alento ir e vir.

O exercício respiratório que te proponho é a respiração completa onde vamos somar o A+B+C (e usar 100% da capacidade pulmonar):

– Inspira pelas narinas dilatando sucessivamente o abdômen, as costelas e o tórax;

– Expira pelas narinas e solta o ar primeiro do tórax, depois das costelas e por último do abdômen;

Simples e poderoso! É o segredo da alta performance…. que para resultar deve aplicar toda a tua capacidade de concentração e coordenação, frequência e persistência.

E agora?

Basta apenas reservar um pouco do teu dia, em todos os teus dias para este treino te levar aos resultados que pretende, quer sejam eles para esportes, estudos ou profissionais.

Aplique estas técnicas!

Quero ver sua evolução e a busca para tornar-se cada vez melhor no teu dia-a-dia. 

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A Respiração de Alta Performance

fevereiro 21, 2017 em Boa Forma, Técnicas Corporais

respiração

É possível perceber através da respiração que você está com ou sem energia, com ou sem ansiedade. 

É capaz de parar agora por 16 segundos e observar o estado da tua respiração?

….5….

…10…

…15…

Como é que ela está?

Eu já sabendo o que seria melhor para ti, gostaria que estivesse com uma respiração silenciosa e longa. Há várias razões para essa conclusão. Mais à frente no artigo explico-te isso. 

Agora, ela está curta? Isso só ocorre quando a respiração está muito focada na parte de cima do corpo, o que a torna naturalmente mais rápida e curta. É provável que até sinta falta de ar de vez em quando… um sinal clássico de que não está a respirar como deveria.

Já alguma vez percebeste da real importância da tua respiração?

A importância

Existem 3 propósitos essenciais da respiração. 

1 – levar mais oxigênio ao sangue (nutrindo as células);

2 – controlar a nossa energia vital;

3 – dominar a mente e as emoções. 

Para compreenderes esta ligação entre a respiração e o pensamento/emoção, basta observares que a tua respiração, quando está ansioso ou irritado, é rápida e superficial. Pelo contrário, nos períodos de repouso e bem-estar a respiração tende a ser mais suave. Certo?

Assim, como o estado mental afeta a respiração, esta inevitavelmente afeta também a mente. Por essa razão, desde tempos imemoriais, que a respiração é utilizada como ponte para os estados meditativos de controle das ondas mentais.

Não gostarias de estar mais atento a cada uma dessas 3 essências e com isso expandir as tuas capacidades orgânicas tanto para o corpo, quanto para as emoções e pensamentos?

Aumentar a consciência 

Para dares os primeiros passos basta treinares os respiratórios que te vou indicar.

Treino A: respiração baixa (abdominal – 60% da capacidade pulmonar)

– Fica sentado ou deitado para que as costas estejam eretas;

– Leva uma das mãos ao abdômen;

– Inspira pelas narinas e projeta o abdômen para fora dilatando-o ao máximo;

– Expira pelas narinas recolhendo o abdômen para dentro;

– Faz de 5 à 10 ciclos.

Treino B: respiração média (30% da capacidade pulmonar)

– Semelhante ao anterior, só que agora leva as mãos ao lado das costelas;

– Mantém o abdômen levemente contraído;

– Inspira pelas narinas e expande as costelas lateralmente para distanciar as mãos uma da outra;

– Expira pelas narinas reaproximando as mãos;

– Atenção: deves movimentar o mínimo possível o abdômen e de preferência diante de um espelho para perceberes se estás a isolar o movimento. 

Treino C: respiração alta (10% da capacidade pulmonar)

– Semelhante aos exercícios anteriores, agora com uma das mãos no tórax;

– Inspira pelas narinas e projeta o tórax para frente e para o alto;

– Expira pelas narinas e esvazia o tórax;

– atenção: deves utilizar apenas o tórax. Mantém o abdômen e as costelas levemente contraídos.

Faz este treino com a duração de 5 minutos na primeira semana e aumenta progressivamente outros 5 minutos até chegar à 4ª semana e com isso um treino completo de 20 minutos. As transformações serão realmente poderosas.

Deixo-te agora uma pergunta final: Você quer realmente usar todo o teu potencial e passar para próximo nível?

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Respire!

novembro 11, 2015 em Técnicas Corporais, Técnicas do Método DeRose

Tem um momento importante pela frente? Precisa de diminuir a ansiedade e o medo? Veja como a respiração pode ajudar a controlar as suas emoções no vídeo com uma super dica do instrutor Pedro Mar, Diretor da escola do DeRose Method que fica na cidade de Matosinhos, norte de Portugal. 

Confira no link:

 

http://media.rtp.pt/praca/rubricas/ginastica/como-preparar-se-para-um-exame/

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DeROSE Method construindo Homens de Ferro

novembro 5, 2015 em Boa Forma, Técnicas Corporais

O Iron Man Fortaleza 2015 que ocorre no próximo final de semana, dia 8 de novembro de 2015, conta com a participação de alguns triatletas que fazem um trabalho paralelo de alta performance com o DeRose Method.
Uma proposta de qualidade de vida que visa a boa forma, boas maneiras, boa cultura, boa alimentação. Os alunos fazem treinamento de respiração, de concentração e meditação, técnicas que contribuem para a administração do stress e também a gestão emocional.
Na foto Fernando Carvalho na bike, Thiago Gonçalves na natação e Henrique Siqueira na corrida.
Parabéns pela disciplina e sucesso nas provas!

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Um sistema de BOA FORMA

outubro 28, 2015 em Boa Forma, Técnicas Corporais, Técnicas do Método DeRose

Como aprimorar a boa forma corporal de maneira inteligente e que ainda respeite o ritmo biológico de cada praticante? O Método DeRose trabalha o indivíduo de maneira multilateral, e dentre os diferentes tipos de trabalho está a boa forma..

Nosso Método possui mais de 2 mil técnicas orgânicas que desenvolvem no praticante: flexibilidade articular, alongamento muscular, tônus muscular e consciência corporal. Temos diversos grupos de técnicas: anteflexão, retroflexão, lateroflexão, torção, muscular, tração, abertura pélvica, equilíbrio vertebral, que são treinadas em pé, sentadas ou ainda deitadas.

Este conjunto de ferramentas é executado sem repetição, trabalhando a musculatura de maneira isométrica, o que gera ao mesmo tempo flexibilidade e força, além de não desgastar as articulações, e não ter o risco de produzir lesões musculares. Cada praticante se esforça ao máximo, mas sem forçar, que é a nossa regra geral de segurança.

Ao todo possuímos 8 regras gerais de execução:
1. respiração coordenada
2. permanência – máxima ou enquanto puder parar a respiração
3. repetição – nenhuma
4. localização da consciência – sobre a região mais solicitada pela técnica
5. mentalização – sobre a localização da consciência
6. ângulo didático
7. compensação – com técnicas adequadas
8. segurança

No nosso tipo de metodologia não há necessidade de aquecimento muscular. Mas, não se engane, as técnicas são extremamente fortes e muito eficientes no desenvolvimento de força e flexibilidade.

Aos poucos o treinamento condiciona o praticante a desenvolver-se corporalmente, de modo análogo às características de um felino. Destreza, precisão, sutileza e força.

O lado visceral do praticante é bastante exacerbado, tal como a vitalidade e a energia interna.

Gustavo Oliveira
Professor do Método DeRose

(artigo pulicado originalmente no blog da Escola Vila Mariana do Método DeRose)

Saiba mais sobre o tema Boa Forma no site do Método DeRose.

http://metododerose.org/ap/sistema-de-boa-forma.html

Na foto: instrutor Rafael Ramos @rafaramos300

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As técnicas orgânicas do Método DeRose

dezembro 2, 2014 em Boa Forma, Técnicas Corporais, Técnicas do Método DeRose

Algo muito importante e interessante ao executar as técnicas orgânicas do Método DeRose é que cada posição exige um determinado tipo de respiração, um particular estado de consciência e um característico estado mental. Isso significa que podemos dividir o procedimento orgânico em três fatores (posição do corpo, respiração e atitude interior). Esses fatores devem ser incorporados à posição corporal tornando-a um verdadeiro procedimento orgânico! Sem eles, a posição deixa de ser uma técnica milenar e torna-se um simples exercício físico. Tenha sempre em mente que o procedimento orgânico utiliza o corpo, mas não é uma técnica exclusivamente corporal.

Para ser técnica orgânica autêntica e de acordo com a proposta milenar, a técnica deve visar o autoconhecimento e por meio deste promover evolução pessoal. É aqui que o praticante embarca na busca rumo ao centro do seu ser, muito antes de Sigmund Freud, Alfred Adler, Carl Jung e outros psicólogos famosos pela busca do autoconhecimento, o Yôga Antigo já o fazia. Por meio das técnicas orgânicas é possível compreender o corpo e assim integrá-lo com a respiração e com a mente. Para um praticante desta filosofia antiga, as técnicas orgânicas são um verdadeiro laboratório que utilizam o corpo como um campo de experimentação, vivência e pesquisa permanente.

A finalidade principal de um procedimento corporal é sempre de natureza mental, sendo assim, todo procedimento orgânico é como uma porta que permite ao praticante estender a consciência gerando autoconhecimento além de sua rotineira limitação física. É isso que realmente separa e distingue os técnicas corporais milenares de qualquer atividade física. A expansão da consciência é o objetivo, é a essência, a finalidade das técnicas orgânicas do Método DeRose

É essa essência que muitas escolas e livros que ensinam métodos ditos Antigos e milenares não agregam, pois em sua maioria os ensinamentos professados visam terapia, maior rendimento físico e estética. O praticante deve ter bem definido que realizar técnicas corporais regularmente produz efeitos extraordinários em termos de boa forma, flexibilidade, tônus muscular, equilíbrio de peso e saúde, mas o objetivo não é esse. Pode até ser um ponto de partida, mas jamais será o fim. As técnicas corporais, as técnicas respiratórias, as técnicas de concentração e meditação, bem como os conceitos do Método DeRose tem como objetivo galgar novos níveis de consciência.

Escrito por Malachini Dias, diretor da unidade Cabral do Método DeRose em Curitiba.

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A RELAÇÃO ENTRE O SURF E A MEDITAÇÃO

abril 18, 2014 em Técnicas Corporais, Variedades

 

Para explicar essa relação é necessário entender o que é a meditação e em qual momento o surfista poderia, surfando uma porção dinâmica do oceano, com cores, movimento e som ao seu redor, atingir tal objetivo.

A meditação ou dhyána, em sânscrito, é uma técnica do acervo do Yôga utilizada para designar tanto o exercício de meditação, quanto o estado de consciência obtido com essa ferramenta. O exercício em si é bastante simples: consiste em concentrar-se e não pensar em nada, não analisar o objeto da concentração, mas simplesmente pousar a mente nele até que ela se infiltre no objeto, conforme ensina o renomado escritor DeRose no livro Tratado de Yôga. Assim, estaríamos aptos a perceber a essência do objeto observado e, com o tempo de prática, a essência de nós mesmos, alcançando o autoconhecimento.

relação-surf-meditação

Segundo os Shástras, escrituras antigas que expõem diversas técnicas e conceitos sobre o tema, quando o observador, o objeto observado e o ato da observação se fundem numa só coisa, isso é meditação. Outro fator importante, e que se torna um grande diferencial sobre este estado interno, é a noção do tempo quando estamos meditando. Por ser uma percepção emocional, a sensação do lapso temporal pode ser distorcida para mais ou para menos. Quem já não viu uma situação passar num piscar de olhos quando na verdade se passaram diversas horas? No caso do meditante, tem-se uma vivência tão profunda do presente que um mero segundo parece durar horas.

Mas afinal, como o surf, que é um esporte de constante movimento corporal, emocional e mental, pode nos levar a esse estado de aumento da consciência?

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Bem, neste esporte existe uma manobra que é almejada por todos os praticantes dessa verdadeira arte de se colocar em pé sobre o oceano. Por não ser efetivamente uma manobra, mas um estado dentro da onda, o tubo se torna um momento indescritivelmente prazeroso. Ele acontece quando estamos envolvidos pela água e nos sentimos plenamente amalgamados com as forças da natureza.

Shaun Thompson, conhecido surfista sul-africano e campeão mundial de 1977, descreve maravilhosamente este momento especial: O tubo é a soma de forças complexas se relacionando. No tubo o surfista está equilibrado na beira da destruição em uma face convexa composta por milhares de toneladas de água, que se contorcem até a ondulação sucumbir para a hidrodinâmica, a força de gravidade e a mudança gradual no contorno da bancada. No tubo, a onda é lançada para frente, jogando sua crista até que o surfista fique completamente imerso numa cápsula de água, um lugar de isolamento e silêncio onde o tempo passa mais lentamente, gota por gota. Onde a sensação de velocidade é reduzida e a percepção torna-se mais aguçada.

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Foto: Stuart Gibson

Ora, será que podemos traçar um paralelo entre essas duas vivências que, teoricamente, nada possuem de similaridade, mas que, na prática, parecem produzir um estado interior muito parecido?

Numa entrevista concedida pelo surfista brasileiro Teco Padaratz, ele faz uma analogia muito interessante sobre o tubo e a passagem do tempo. Na descrição dele, enquanto se está dentro da onda, há uma demonstração perfeita de como o tempo passa por nós e de como devemos efetivamente viver o presente, sem distrações ou devaneios. Ele descreve a cena do surfista posicionado dentro daquela pequena capela de água como o momento do aqui e do agora. Tudo aquilo que foi vivenciado dentro do tubo explodiu, virou espuma branca, ficou para trás e é o seu passado. O futuro se encontra na luz que se enxerga ao final desse cilindro de água e representa o nosso objetivo, aquilo que almejamos. Porém, se ao longo do tubo a sua mente se deslocar para a fração de onda já surfada ou se projetar para o seu final e não vivenciar o caminho real que o levará até lá, é bem provável que a onda o derrube e o atire sobre a bancada sob a qual a onda quebra, o que não seria nada agradável. Tudo aquilo que foi vivido não construiu o futuro desejado, pois houve perda de foco, distração.

Essa forma, portanto, de enxergar o tubo e a atitude correta dentro dele nos ensina algo importantíssimo dentro do processo meditativo: concentração. A concentração é o estado que precede a conquista da meditação. Somente através do foco total de nossa mente sobre algo é que iremos conseguir fazê-la parar, numa vivência tão plena do aqui e agora que o tempo se dilata e não há mais pensamento, apenas intuição.

Para corroborar ainda mais com essa hipótese, vejamos o que Kelly Slater, o maior surfista de todos os tempos, disse ao descrever um tubo absolutamente incrível e quase impossível de ser surfado, no Tahiti: “Eu senti a onda e flui com ela. Eu não pensei, foi tudo instinto, sem questionamentos. Meu surf dentro do tubo é uma reação imediata aos elementos, sem pensar no que está realmente acontecendo.”

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Lucas de Nardi em Teahupoo. Foto: Arquivo pessoal.

Quando nos sentamos para meditar, umas das coisas mais importantes a se fazer para que a mente pare é não questionarmos nem analisarmos o objeto ou o som no qual estamos nos concentrando, e é justamente o que Slater menciona ter feito. Ele não questiona, não analisa, não pensa, apenas deixa que a consciência assuma um estado de foco em que a situação toda flui, como se ele conhecesse a essência da onda, como se ele estivesse meditando sobre ela.

Obviamente nem todos os tubos nos levarão a um estado tão profundo de concentração e somente alguns surfistas conseguirão aproximar-se dessa expansão da consciência enquanto estão na onda, mas me parece bem claro que o feelling que eles sentem também é apreciado, e aprofundado, pelos yôgis.

Por fim, existe uma frase no universo do surf que nos diz: ‘only a surfer knows the feeling’. Mas, afinal, que feeling é esse? O que o surfista sente que só se conhece surfando? Será esse feeling a meditação? E como saber que se atingiu esse fim? Na verdade, se você não tem certeza, é sinal que não meditou. Porém, mesmo estando certo que o fenômeno ocorreu ele pode não ter acontecido. A referência mais objetiva é a forma como você percebe o tempo.

Fica então a dica: em qualquer atividade que exija concentração, se a percepção temporal for distorcida para mais, há uma grande chance de que você esteja próximo da meditação. E neste quesito, os surfistas, ao menos durante o tubo, parecem levar uma vantagem sobre os demais.

 

Texto do instrutor Lucas DeNardi publicado em http://www.surfari.com.br/a-relacao-entre-o-surf-e-a-meditacao em 21/04/2014

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A transformação do indivíduo: técnicas respiratórias do Método DeRose

abril 18, 2014 em Técnicas Corporais, Variedades

Damien Hirst disse que é preciso um ego grande para ser artista. Nos dias de hoje, parece que todos preenchemos o pré-requisito necessário para ingressar no mundo das artes. Somos instalações ambulantes, mostrando ao mundo nossas proezas e maravilhas, o quanto somos especiais.

Quem se observa com cuidado, no entanto, se defronta com uma realidade inescapável: se todos são especiais, ninguém é especial, e nossas ideias geniais talvez não sejam tão originais assim. Com sorte, no começo da vida adulta, entenderemos que fazer algo significativo exige trabalho, que sabemos muito pouco da vida e sobre quem somos e que só segue em frente quem está disposto a aprender.

Minha dose necessária de humildade começou a ser ministrada quando, lá pelos meus 20 anos e no auge das minhas certezas e confiança irracionais, fiz minha primeira aula do Método DeRose — e descobri que nem mesmo respirar eu sabia.

Bem, se nem esse ato que executei minha vida inteira — automático e visceral — eu entendia, como poderia me comportar como se fosse um The One, arvorando em minhas opiniões como se fossem verdades universais?

Se você para balas no ar, bem, talvez nesse caso você não entenda

Se você para balas no ar, bem, talvez nesse caso você não entenda

O Método DeRose é constituído por um conjunto de conceitos (boa alimentaçãoboa formaboas relações humanascivilidade etc) e técnicas (de força e flexibilidaderespiratórias, de concentração, de descontração e outras) que proporcionam qualidade de vida e alta performance.

Ele é ensinado em centenas de escolas pelo Brasil e no mundo, com alunos que vão do garotão que precisa de concentração para o vestibular e do executivo que necessita de energia para segurar o tranco de um trabalho a atletas de ponta como o Lyoto Machida, do MMA, Frank Silvestrin, do triathlon, e Isabel Clark, do snowboard.

Eu comecei a praticar o método a convite de um amigo meu que era professor.

Estava procurando algo que fortalecesse o corpo e me desse flexibilidade, já que achava musculação uma coisa chata e que me travava. Esses efeitos físicos que eu buscava se mostraram impressionantes já na primeira aula, e achei que valia investir. Em pouco tempo de prática, no entanto, comecei a perceber que o trabalho era muito mais profundo do que eu imaginava.

Além da transformação física, minha capacidade respiratória, de concentração e níveis de energia estavam em um patamar até então desconhecido. Dentro ou fora das aulas, comecei a ter inúmerosinsights e percepções, em um verdadeiro processo de autoconhecimento. Comecei, também, a vivenciar os conceitos propostos: me alimentar de maneira mais biológica e consciente; me relacionar melhor com as pessoas em volta; prestar ainda mais atenção à ética e civilidade nas relações.

O Método estava cumprindo sua proposta: transformar o indivíduo com as técnicas, para que ele — em seguida — transforme o mundo aplicando os conceitos. Me influenciou de maneira tão positiva que se consolidou o desejo de ensinar aquilo que aprendia. Uma coisa levou à outra e, hoje, dou aulas do que comecei a praticar despretensiosamente.

Desde o primeiro dia, minha forma de respirar se alterou e cada aluno passa pelo mesmo processo.

A dura verdade é: você não sabe respirar direito e, pior, já respirou melhor, mas esqueceu o jeito. O bom é que dá pra aprender tudo de novo. Com relativo curto tempo de prática, é possível se reeducar para passar a explorar melhorar a capacidade respiratória e aumentá-la progressivamente.

E isso não é coisa de mergulhador ou de quem quer desafiar o David Blaine: a respiração tem um efeito direto e imediato sobre seu corpo físico, seus níveis de energia e seus estados emocionais e mentais.

Esse poder de nos influenciar deriva de um fato básico, mas do qual não nos damos conta: nosso principal combustível é o oxigênio. Em situações extremas, podemos passar algumas semanas sem alimento e alguns dias sem água — mas na falta de oxigênio, só duramos poucos minutos.

Para além desse efeito físico imediato, as implicações de uma respiração poderosa ou deficitária são sentidas em diferentes situações, ainda que não se perceba.

1. Oxigenando um cérebro raivoso

"Respirar certo você precisa". Respiração irregular leva a falta de clareza de emoções e pensamentos que leva a reações ruins.

“Respirar certo você precisa”. Respiração irregular leva a falta de clareza de emoções e pensamentos que leva a reações ruins.

O chato do escritório jogou a culpa de um problema em você? A namorada encasquetou com uma ex-namorada sua (da época em que o Gullit ainda fazia dupla com o Van Basten no Milan)? O normal é reagir na mesma moeda, escalando o conflito até que ele saia de controle e se transforme em seu Vietnã particular — um buraco lamacento e sem saída, com vitória certa dos vietcongues e suas táticas de guerrilha.

Nessas horas, o conselho da vovó se prova verdadeiro: respira fundo. Há uma relação direta entre o grau de oxigenação do cérebro e seus estados emocionais e mentais.

Algumas respirações nasais e profundas são suficientes para te colocar de volta no eixo e responder de forma mais inteligente ao estímulo.

2. Respirando cool

Esperando o começo de sua primeira meia-maratona? Sentado na sala de espera enquanto aguarda a entrevista para o trabalho dos seus sonhos? A boca seca, o coração acelerado, transpiração, ansiedade nível Woody Allen. Todos esses sintomas têm uma origem comum: a respiração irregular.

É precito tomar conhecimento e, posteriormente, consciência do ritmo destoante. Faça algumas inspirações profundas pelas narinas e solte o ar também pelas narinas no tempo mais longo que puder. A expiração longa ajuda os batimentos cardíacos a se reduzirem e a volta a um estado emocional administrável.

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Mais Clint Eastwood, menos neurótico novaiorquino.

3. Ganho de força e foco em algumas bufadas

Apresentação importante pela manhã e só três horas de sono. Ficar em pé consome quase toda a sua energia e parece que se desenvolveu 5 graus de miopia da noite para o dia. Alguns ciclos do respiratório acelerado (inspirar e expirar aceleradamente pelas narinas, produzindo ruído, projetando o abdômen para fora e para dentro) dão uma quota extra imediata de força, atenção e foco.

Os exemplos são infindáveis. Respiramos diversas vezes por minuto e a qualidade da nossa respiração pode determinar como nos sentimos e reagimos ao mundo à nossa volta. Assim como as situações alteram a nossa respiração, podemos respirar de uma forma diferente e modificar as situações, ou pelo menos nossa percepção delas.

Há, também, efeitos mais sutis: a respiração representa a barreira entre o consciente e o inconsciente, já que podemos tornar voluntário e consciente um processo que normalmente é automático e inconsciente. Isso é fundamental quando queremos trabalhar com a alteração de condicionamentos e comportamentos enraizados, por exemplo.

No Método DeRose, o processo de reeducação respiratória e expansão da energia por meio de técnicas respiratórias passa pela conscientização da respiração, da movimentação torácica quando respiramos, das fases respiratórias, dos ritmos que podemos aplicar e de outras técnicas acessórias que potencializam o ato respiratória.

Na primeira aula, começamos com o básico: a respiração completa.

A Respiração Completa

Observe sua respiração neste exato instante. Qual parte do seu tronco se movimenta? Muito provavelmente, só o seu peito se mexe.

Fomos ensinados a fazer isso. Barriga para dentro, peito estufado. Isso é ótimo quando se tem 15 anos e quer mostrar como seu tórax é gigante e poderoso, mas só faz com que você respire pouco melhor que o Darth Vader.

Agora, procure um bebê aí pelo escritório. Se não houver, saia pela rua até achar um bebê e peça para a mãe dele levantar a camiseta do recém-nascido. Observe como o bebê respira: o abdômen se projeta para frente e volta. Com isso, uma quantidade muito maior de ar é levada para dentro do corpo. Em outras palavras: nascemos respirando bem, e desaprendemos com o tempo.

Por favor, só não saiam por aí levantando roupa de bebês ou aliciando mães.


Link YouTube | Entrevista do Luis Sérgio Álvares DeRose ao jornalista Antônio Matheus, em Portugal

A respiração completa é composta por três partes. Siga o roteiro abaixo para executá-la. A inspiração e expiração são sempre silenciosas e pelas narinas.

Respiração abdominal

Treine primeiro a respiração abdominal, ou baixa.

Sentado ou deitado, apoie uma mão no abdômen e outra um pouco abaixo do coração. Inspire profundamente, procurando projetar o abdômen para frente, sem movimentar as costelas. Quando soltar o ar pelas narinas, o abdômen volta à sua posição inicial.

Faça alguns ciclos assim: ar para dentro, barriga para fora; ar para fora; barriga para dentro. Essa é a parte mais profunda das três, e responde por boa parcela da sua capacidade respiratória.

Respiração intercostal

Passe agora à respiração intercostal, ou média. Apoie as mãos nas costelas, com a ponta dos dedos médios se tocando quando estiver com os pulmões vazios. Inspire, afastando as costelas lateralmente, fazendo com que os dedos se afastem.

Quando soltar o ar, os dedos se tocam novamente. Repita por alguns ciclos, evitando que o abdômen e o alto do tórax se movimentem.

Respiração torácica

Treine então a respiração torácica, ou alta. Mantenha uma mão na região do coração e a outra no alto do peito. Inspire procurando movimentar o peito para o alto e para frente, sem movimentar a região abdominal e a região intercostal.

Esta respiração é mais curta, e talvez seja mais difícil isolar o movimento.

Faça alguns ciclos treinando essa região.

Por fim, junte os movimentos para realizar a respiração completa. Em uma só inspiração, você vai projetar o abdômen para frente primeiro, as costelas para o lado na sequência e o peito para o alto e para frente no fim, nessa ordem. Quando expirar, inverta o sentido: esvazie primeiro a parte alta, depois a parte média e por fim a parte baixa. Repita por algumas vezes, para acostumar-se com o movimento.

Pronto. Essa é a mecânica básica.

Metrô, banho, correndo, contemplando o suicídio na célula XM917 do Excel. A ideia é que, com o tempo, a respiração completa se torne o seu padrão, que a faça de maneira automática. Como aviso, especialmente no começo, tome cuidado ao inspirar grandes quantidades de ar quando estiver em pé. É comum sentir uma leve tontura quando absorvemos mais oxigênio do que estamos acostumados.

Com esse tipo de respiração, utilizamos todo o volume dos pulmões para captar ar e deixamos de nos restringir à parte alta do tórax. Agora começa o verdadeiro desafio: procure respirar dessa forma a maior quantidade de tempo que puder. Sempre que se lembrar de respirar, faça a respiração completa.

Reaprender a respirar é ter de volta uma autonomia que só se tinha quando criança, uma potência juvenil em corpo de gente grande.

Escrito por Bruno Ramos – Instrutor do Método DeRose, formado pelo convênio entre a Federação do Método DeRose do Rio de Janeiro e a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ministra aulas no Espaço Leblon do Método DeRose. Também é advogado formado pela Universidade de São Paulo e pratica o ciclismo de estrada, participando de provas longas como o L’Etape du Tour.

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Melhore a sua concentração

abril 14, 2014 em Técnicas Corporais

 

Desafio constante com o estilo de vida adotado nesse momento histórico. Somos bombardeados com informações diversas em todo lugar aonde circulamos. São imensas responsabilidades no trabalho, estudos. O mundo exige rapidez no processamento das informações, poder de criatividade e eficiência nas soluções.

Todos querem acertar, chegar na frente. As pessoas mais preparadas conseguem sucesso até um certo momento. A atividade mental fica sempre acelerada provocando um estado de esgotamento, dificultando a concentração e consequentemente a produtividade reduz substancialmente.

É necessário conhecer ferramentas que ajudem a manter um alto nível de concentração, para que a performance nas atividades continue satisfazendo. Para quem quer alta performance, Método DeRose oferece o melhor.

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Você sabe respirar?

abril 14, 2014 em Boa Forma, Técnicas Corporais

 

Quando começamos a fazer um treinamento que nos exige atenção em como respiramos, percebemos quão precário o fazemos no dia a dia. Nem sabemos que existem quatro etapas no ato de respirar. Também, não conhecemos as alterações que ocorrem quando as nossas emoções variam de qualidade.

As técnicas respiratórias ensinadas no Método DeRose são ferramentas eficientes para levar maior volume de energia ao corpo, para administrar as emoções. O resultado é um ganho de vitalidade, autocontrole e produtividade. Se aplicar as nossas técnicas em atividades específicas como, por exemplo, nos esportes, o seu desempenho se torna superior.

Aprenda a respirar no Método DeRose Jardins!

www.metododerosejardins.com.br

 

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